Ventilação natural – Conforto térmico em escritórios

Pesquisas recentes têm demonstrado que é possível obter conforto térmico com o uso de ventilação natural, em ambientes onde são praticadas atividades de trabalho sem locomoção constante, como os prédios de escritórios, combinando-se temperaturas relativamente altas e movimento do ar.

Mas a falta de percepção e distinção entre o conforto dos usuários em ambientes com ventilação artificial e ambientes naturalmente ventilados pelas normas e índices não permite que a estratégia da ventilação natural seja aplicada corretamente. De maneira geral, a abordagem da ventilação natural não apenas é uma solução no quesito de conforto, mas também de economia dentro de um sistema voltado para o desenvolvimento sustentável.

Em outro post aqui do blog escrevemos sobre o zoneamento bioclimático brasileiro e como isso afeta a construção no país. Levando em consideração o clima no Brasil, cada região deve adequar a sua arquitetura para atender a demanda climática de sua localização. No caso do Paraná a situação é bem diferente do norte do país, por exemplo. Não temos a mesma liberdade no sentido arquitetônico na hora de contruir áreas ventiladas, elas devem ser bem pensadas por causa do período de inverno e os longos períodos de chuva que são comuns por aqui.

A questão econômica envolvendo a ventilação natural não é uma preocupação nacional, apenas. No âmbito internacional, até há pouco tempo, engenheiros e arquitetos estavam limitados quanto à possibilidade de usarem a ventilação natural devido a parâmetros de normas como a Ashrae 55 e a ISO 7730, que podiam ser consideradas bastante rigorosas por não distinguirem o que é termicamente aceitável em ambientes climatizados e em ambientes ventilados naturalmente.

Recentemente a “ASHRAE 55: Thermal Environmental Conditions for Human Occupancy” foi revista, baseada na teoria adaptativa de conforto térmico. Nesta última versão fica estabelecido que os usuários irão tolerar maiores flutuações nas condições ambientais se eles tiverem maior controle sobres elas, permitindo velocidades do ar mais altas que as previstas na versão anterior.

Em suma, normas e indicações mais recentes mostram que uma estrutura, dentro de sua zona bioclimática, voltada para a entrada de ventilação natural não apenas resulta em economia energética e renovação do ar interno, mas também estão de acordo com estudos que mostram o corpo humano mais propenso a ter um conforto térmico e qualidade de vida em ambientes de trabalho com ventilação natural.

 

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